Marcio Cardoso Machado (Programa de Pós-Graduação em Administração / UNIP - Universidade Paulista) - (Prog de Estudos Pós-Graduados em Admin / PUC-SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)
ANDREW BEHEREGARAI FINGER (Mestrado Profissional em Administração Pública / Universidade Federal de Alagoas)
Juliana Bonomi Santos de Campos (Mestrado e Doutorado em Administração de Empresas - FGV/EAESP / FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas - Escola de Administração de Empresas de São Paulo)
MARILUCE PAES-DE-SOUZA (Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração - PPGA / UNIR - Universidade Federal de Rondônia)
Cyntia Meireles Martins: (ISARH / UFRA-UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA) - (Mestr e Dout em Admin - PPAD / UNAMA - Universidade da Amazônia)
Luciel Henrique de Oliveira: (Programa de Pós-Graduação em Administração – PPGA / PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) - (Gestão de Negócios / UNIFAE - SP)
Marcia Regina Santiago Scarpin: (Master Science / Concordia College) - (Master Science / Concordia College)
A economia circular (EC) pressupõe a adesão a modelos de negócios que permitam contribuir para a circularidade de materiais ao longo das cadeias de produção. A intenção é reter valor por meio da retenção dos recursos nas cadeias de suprimentos, no mesmo ciclo ou em diferentes. Quanto menor o ciclo para reintroduzir o material na mesma cadeia de suprimentos ou em outra, maior é o valor que se retém. Seguindo essa prerrogativa os 10Rs ilustram as potencialidades de retenção de valor, por meio das práticas de recusa, redução, reutilização/revenda, reparo, renovação, remanufatura, reutilização com nova função/propósito, reciclagem, recuperação de energia e re-extração de recursos. Para que essas práticas se tornem viáveis nas organizações, requer-se o engajamento dos diferentes atores, a integração da inovação e das premissas da circularidade na estratégia e nas operações das organizações. Isso demanda uma cultura organizacional alinhada com os preceitos da economia circular. Além de demandar novas métricas não financeiras para mensuração dos níveis de circularidade, a necessidade de gestão pautada por valores éticos, sociais e ambientais, para além do econômico. Dessa forma, o tema propõe distintos tópicos, detalhados a seguir: Antecedentes e barreiras. Práticas. Transição do modelo linear para o circular. Modelos de negócios. Alternativas comerciais circulares. Dimensão social. Reformulação de produtos e cadeias de suprimentos. Modularização e aproveitamento em cascata. Reutilização de produtos, componentes e materiais. EC e comunicação com o mercado. Cidades sustentáveis e EC. Indicadores de desempenho e avaliação. Ecossistemas industriais. Mudanças institucionais e Políticas Públicas para EC. Eco-design. Redução. Reuso. Reciclagem. Reclassificação. Renovação (energias renováveis). Custo de fabricação. Competências. Liderança. Inovação. Modelagem, simulação, modelos de decisão e técnicas de pesquisa operacional para EC. Transições tecnológicas e sustentabilidade. Integração da EC com a Indústria 4.0, Transformação Digital e tecnologias emergentes. Certificação. Educação para Economia Circular. Sustentabilidade e mudança de comportamento.
Kenyth Alves de Freitas: (Prog de Mestr Prof em Admin / Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Marcelo Martins de Sa: (Faculty of Business and Law - Newcastle Business School / Northumbria University) - (MBA Executivo Internacional / Saint Paul Escola de Negócios)
Michele Morais Oliveira Pereira: (PROFIAP / UFV - Universidade Federal de Viçosa) - (Programa de Pós-Graduação em Administração - PPGAdm / UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
As organizações e suas cadeias de suprimentos enfrentaram desafios sem precedentes, como uma pandemia, vários desastres naturais e crises geopolíticas, que expuseram ainda mais vulnerabilidades e ressaltam a importância da resiliência (Sá et al., 2020; van Hoek, 2020; Wieland e Durach, 2021). O tema "Incertezas, Riscos e Resiliência em Organizações e Cadeias de Suprimentos" é crucial, pois explora como as empresas podem não apenas sobreviver a crises, mas aprender e prosperar em um ambiente imprevisível, adotando estratégias adaptadas ao seu contexto (Freitas et al., 2024). A resiliência, impulsionada pela inovação tecnológica, governança eficaz e práticas sustentáveis, torna-se um diferencial competitivo e a capacitação de gestores é essencial para promover práticas resilientes (van Hoek, 2020) e garantir o desenvolvimento a longo prazo (Silva et al., 2023).
Esse tema acolhe estudos sobre diversos tópicos, incluindo, entre outros:
Marcos Lopez Rego: (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG / PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Luciano Ferreira da Silva: (Prog de Pós-Grad em Gestão de Projetos/PPGP / UNINOVE - Universidade Nove de Julho) - (Visiting research / AUS (American Institute of Applied Sciences))
Juliano Denicol:
Os projetos representam uma das principais fontes de competitividade e aprendizado das organizações, públicas ou privadas. A importância de um projeto pode ser evidenciada na busca para soluções para crises climáticas ou sanitárias, desenvolvimento de infraestrutura, construção de cidades inteligentes e sustentáveis, bem como o desenvolvimento de novos produtos e serviços. Além disso, a busca pela adequação de processos e estruturas organizacionais, atualização tecnológica, aumento da capacidade inovativa, projetos de transformação, operações sustentáveis, geram uma série de desafios e oportunidades que devem ser tratadas com abordagens de gerenciamento de projetos adequadas. Neste contexto, diversas pesquisas são conduzidas a fim de compreender como melhor gerenciar projetos aplicando competências nos níveis individual, equipe e organizacional, bem como a busca de soluções tecnológicas que os suportem. A partir desse entendimento são propostas três principais vertentes de estudos em projetos. A primeira delas refere-se aos processos usados para governança e gerenciamento de projetos, tanto com abordagens preditivas, ágeis ou híbridas. A segunda vertente trata das competências relacionadas as pessoas e organizações, incluindo as competências dos gerentes de projetos, das equipes, ou competências advindas das relações com os clientes e outras partes interessadas. A terceira vertente trata de tecnologias associadas à gestão de projetos, principalmente o uso das tecnologias digitais como Inteligência Artificial, Computação em Nuvem, Big data, entre outros.
Subtemas: Projetos e sustentabilidade; Megaprojetos; Projetos sociais; Governança e estruturas; Escritórios de projetos; Abordagens e metodologias de gestão de projetos (GP) ; Ferramentas e técnicas de GP; O gerente de projeto; Gestão estratégica de projetos; Programas e portfólios de projetos; Desempenho, benefícios e sucesso de projetos; Projetos internacionais; Gestão do conhecimento e Lições aprendidas; Ensino e treinamento em GP; Tecnologias digitais da Indústria 4.0; Abordagens ágeis e híbridas; Projetos no setor público; Organizações baseadas em projetos; Casos em projetos: projetos culturais, sociais e ajuda humanitária.
Marcio Cardoso Machado: (Programa de Pós-Graduação em Administração / UNIP - Universidade Paulista) - (Prog de Estudos Pós-Graduados em Admin / PUC-SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)
ANDREW BEHEREGARAI FINGER: (Mestrado Profissional em Administração Pública / Universidade Federal de Alagoas)
Vilmar Antonio Gonçalves Tondolo: (PROFIAP / UFPEL) - (PPGOM / UFPEL)
As estratégias de operações buscam se alinhar as estratégias da organização para maximização dos critérios de desempenho. A logística é uma dessas operações de grande impacto nas organizações, com os seus processos ancorados principalmente nas atividades de transporte, definição do estoque, no uso das informações e nas definições sobre as localizações e instalações. Desta forma, suas estratégias e suas formas de gestão, condicionam o posicionamento das empresas nas redes de suprimentos em termos de seu desempenho, sua capacidade de resposta e sua participação na formação de parcerias de redes de sucesso ou não. Da mesma forma, pesquisas relacionadas com o aumento da produtividade e da qualidade em gestão de operações tornam-se importantes para a discussão da estratégia e gestão operacional. Questões relacionadas com as estratégias de manufatura, onde projetos e implementação de sistemas e processos voltados para o aumento e melhorias da produtividade e da qualidade, partem da utilização de novas tecnologias. Questões relacionadas com a criação de valor em processos produtivos a partir da eliminação de desperdícios utilizando ferramentas e técnicas de lean manufacturing, assim como o controle da variabilidade na produção, com base na metodologia six sigma e a implementação de sistemas de gestão da qualidade. Artigos sobre estratégia e gestão de operações, bem como sobre princípios e técnicas de excelência operacional, são temas de interesse. O tema de gestão de operações produtivas está aberto a diversos métodos de pesquisa, incluindo modelagem, estudos qualitativos e quantitativos.
Os tópicos potenciais para submissão podem incluir (mas não limitado a esses):
• Integração de Sistemas de Gestão (e.g. ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001).
Sérgio Castro Gomes: (Mestr e Dout em Admin - PPAD / UNAMA - Universidade da Amazônia) - (PROPESP / UEPA-Universidade do Estado do Para)
HAROLDO DE SÁ MEDEIROS: (Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração - PPGA / UNIR - Universidade Federal de Rondônia)
Aracy Alves de Araújo: (Programa de Pós-Graduação em Administração - PPGAdm / UFU - Universidade Federal de Uberlândia) - (PROFIAP / UFU)
O tema se propõe a discutir a gestão de operações nas cadeias produtivas de pequenos negócios, arranjos produtivos e redes sociotécnicas no contexto agrícola, florestal e extrativista, tomando por base a sua cadeia de valor inclusiva e de suprimentos e sustentáveis, as inovações e tecnologias sociais, a sustentabilidade, as unidades de conservação e a conjuntura do bioma em que estão inseridos. Nesta perspectiva, tem-se interesse nas operações de produtos de base primária em contextos locais, regionais ou globais, sustentáveis e inovadores. A competição, a concorrência, a cooperação e outras formas de relacionamento são consideradas na gestão de operações, produção, agregação de valor, comercialização e logística. O tema aborda o papel das finanças verdes e do financiamento de baixo carbono na promoção de práticas sustentáveis dentro das cadeias de suprimento extrativistas e agrícolas. Neste tema são bem apreciados estudos que articulam conceitos como o pagamento pelos serviços ecossistêmicos e a valoração ambiental de forma expandir os estudos sobre a criação de valor sustentável.
Os tópicos para submissão podem ser relacionados a:
- Impactos da gestão econômica e financeira da rede de suprimento nos relacionamentos entre fornecedores e clientes
- Logística reversa, práticas sustentáveis de produção e agregação de valor com serviços
- Pequenos negócios, certificações ambientais e o impacto das regulamentações
- Extrativismo sustentável e segurança alimentar, inserção em mercados regionais, nacionais e globais;
- Cooperação, coprodução e colaboração entre agentes econômicos de arranjos produtivos
- Estruturas de governança, custos de transação, políticas públicas e impactos socioambientais
- Mudanças ambientais e climáticas na produção e rentabilidade de produtores rurais
- Inovação/tecnologia/negócio social, interdisciplinaridade, educação transformadora e sustentável.
- Financiamento verde e investimento em cadeias sustentáveis
- Criação de valor sustentável inserindo o pagamento pelos serviços ambientais e o custo de oportunidade das comunidades tradicionais por manter a floresta em pé.
Dafne Oliveira Carlos de Morais: (Programa de Pós-Graduação em Administração - PPGA / FEI - Centro Universitário da FEI)
Gustavo Picanço Dias: (Programa de Pós Graduação em Gestão Pública - MPGP-UFPI / Universidade Federal do Piauí - UFPI)
Minelle Enéas da Silva: (Programa de Pós-Graduação em Administração - PPGA / UNIFOR - Universidade de Fortaleza) - (Asper School of Business / University of Manitoba)
A visão tradicional das cadeias de suprimentos como sistemas rígidos está sendo substituída por uma abordagem mais dinâmica e holística, que reconhece sua fluidez e interdependência com fenômenos planetários (Wieland et al., 2021). Essa mudança impulsiona estudos interdisciplinares e engajados no campo de operações e gestão de cadeias de suprimentos, mudanças climáticas e desigualdade social.
Para cumprir as metas climáticas, será necessário adaptar substancialmente os sistemas industriais, com práticas de baixo carbono e tecnologias para remoção de carbono (Matos et al., 2024). Na frente social, discussões como uso de tecnologias para rastreabilidade e transparência na cadeia de suprimentos e o quanto são suficientes, ou não, para impedir práticas como escravidão moderna (Marques, Morais e Terra, 2024) também se destacam. Assim, discussões importantes sobre como recuperar os danos existentes, minimizar os efeitos futuros e gerar impactos positivos passam a ganhar espaço.
O conceito de cadeias de suprimento regenerativas vai além da sustentabilidade tradicional, focando na restauração e renovação dos sistemas naturais e sociais impactados pelas atividades econômicas (Gualandris et al., 2024). Uma proposta que emerge é a estratégia transformativa de OGCS, considerando a capacidade de transformar radicalmente estruturas e processos do sistema em resposta a mudanças ou interrupções (Wieland et al., 2023).
O tema “Gestão de Operações Sustentáveis e Cadeias Regenerativas” aborda entre outros tópicos correlatos:
Mudanças climáticas e gestão de operações e cadeia de suprimentos
Cadeias de Suprimentos Regenerativas e Sustentáveis
Abordagens e estratégias transformativas para OGCS
Redução e neutralização de emissões em cadeias de suprimentos
Métodos e critérios de seleção e monitoramento socioambiental de fornecedores
Rastreabilidade e Transparência na cadeia de suprimentos para sustentabilidade
Indicadores de sustentabilidade em operações
Tecnologias 4.0 para operações sustentáveis
Certificações socioambientais - motivações, implantação e resultados (ex. Fair-trade)
Objetivos do desenvolvimento sustentável e a contribuição das operações sustentáveis
Ana Paula Ferreira Alves: (Campus Viamão / Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - IFRS)
Priscila Laczynski de Souza Miguel: (Mestrado e Doutorado em Administração de Empresas - FGV/EAESP / FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas - Escola de Administração de Empresas de São Paulo)
Andrea Lago da Silva: (Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção / UFSCar - Universidade Federal de São Carlos)
Embora a literatura sobre sustentabilidade social na cadeia de suprimentos tenha crescido nos últimos anos, os aspectos sociais permanecem pouco representados na literatura (Yawar & Seuring, 2017; Carter et al., 2020; Gonvidan et al., 2021; Miguel & Lago, 2024). Mani e Gunasekaran (2018, p. 151) afirmam que a adoção da sustentabilidade social nas cadeias de suprimentos depende de "produtos e aspectos do processo em toda a cadeia de suprimentos que invariavelmente afetam a segurança, a saúde e o bem-estar das pessoas". A gestão de aspectos sociais em organizações e cadeias de suprimentos previnem decisões e adoção de práticas não aceitas social e eticamente (Yawar and Seuring, 2017).
Contudo, o colapso do edifício Rana Plaza em Bangladesh e o escândalo do trabalho análogo à escravidão em vinícolas no Sul do Brasil evidenciam que as questões sociais ainda são um desafio para as cadeias de suprimento. Este conjunto de desafios ainda está aberto para aumentar nossa compreensão sobre como a sustentabilidade social se torna parte das cadeias de suprimentos. Visando maior ênfase a pesquisas de sustentabilidade social, esta temática alinha-se a cadeias de suprimentos e operações responsáveis e éticas. Espera-se ampliar as oportunidades de pesquisa ao trazer um espaço específicos para estudos sobre sustentabilidade social. Esta temática inclui, mas não se limita a:
- Objetivos do desenvolvimento sustentável e sua contribuição para a sociedade;
- Saúde e segurança de trabalhadores da cadeia de suprimentos;
- Direitos humanos em operações e cadeias de suprimentos;
- Diversidade, equidade e inclusão na cadeia de suprimentos;
- Condições de trabalho e cadeias de suprimentos;
- Gênero em operações e cadeias de suprimentos;
- Justiça em operações e cadeias de suprimentos;
- Papel da tecnologia na sustentabilidade social de cadeias de suprimentos;
- Corrupção nas operações das cadeias de suprimentos.
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